29.04.2011

Cálculo do custo de benfeitorias – Série avaliações de imóveis segundo a NBR 14653

FAÇA PARTE DO CADASTRO NACIONAL DE PERITOS - realize o Curso Perícia Judicial Online - CLIQUE AQUIContinuação do post de 22/4 

É muito comum o perito-avaliador se defrontar com avaliações de casas isoladas em terreno, que devido à espécie do lote, ao tipo de benfeitorias e à área de construção tornam impossível encontrar ofertas naquela região semelhantes ao imóvel a avaliar de maneira que se possa comparar diretamente. Para tanto é necessário avaliar segundo o Método Evolutivo, descrito no post anterior, onde o imóvel é avaliado conjugando-se dois métodos distintos, por exemplo: o terreno é avaliado pelo Método Comparativo de Dados de Mercado utilizando-se regressão linear, e as benfeitorias, pelo Método de Quantificação do Custo de Benfeitorias, empregando-se basicamente o Custo Unitário Padrão da Construção Civil – CUB.

Curso de avaliações de imóveis urbanos por inferência estatística e tratamento de fatoresO Método de Quantificação de Custo é utilizado para identificar o custo de reedição de benfeitorias ou custo de reprodução, podendo ser apropriado pelo custo unitário básico de construção ou ainda por orçamento, com citação das fontes consultadas.

________________________________________________________________

Como ser Perito Judicial
Adquira o livro Manual de Perícias ou realize um de nossos cursos

________________________________________________________________

O mais comum é realizarem-se avaliações utilizando-se o custo unitário básico de construção, precisamente o já citado CUB, editado pelos Sindicados das Indústrias da Construção Civil de cada Estado. Nesse caso pode-se calcular o valor da construção como nova aplicando-se o modelo a seguir:

C = [ CUB + OE +OI + ( Ofe – Ofd ) ] ( 1 + A ) ( 1 + F ) ( 1 + L )

S

Onde:

C: Custo unitário de construção por m² de área equivalente de construção;

________________________________________________________________________

Avaliadores de imóveis em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre

________________________________________________________________________

CUB: Custo unitário básico;

OE: Orçamento de elevadores;

OI: Orçamento de Instalações Especiais e outras, tais como geradores, sistemas de proteção contra incêndio, centrais de gás, interfones, antenas, coletivas, urbanização, projetos, etc.

Ofe: Orçamento de fundações especiais;

Ofd: Orçamento de fundações diretas;

S: Área equivalente de construção;

A: Taxa de administração da obra;

F: Percentual relativo aos custos financeiros durante o período da construção;

L: Percentual correspondente ao lucro ou à remuneração da construtora.

A remuneração da construtora, chamada de BDI, considerará os benefícios e despesas indiretas incidentes sobre o custo direto da construção.

A identificação do custo pelo orçamento detalhado é através de levantamento dos quantitativos de materiais e serviços aplicados na obra. De acordo com as especificações dos materiais e serviços utilizados para execução da benfeitoria, coletam-se os seus respectivos custos em fontes de consulta especializadas, sendo que no preenchimento da planilha orçamentária deve constar a de todos os serviços, indicando-se a unidade de medida, a quantidade, o custo unitário, o custo total e a fonte de consulta.

________________________________________________________________

Veja um capítulo completo sobre avaliações de imóveis
no livro Manual de Perícias – Custo de benfeitorias e NBR 14653

________________________________________________________________

O cálculo da depreciação física pode ser realizado de duas formas: pela forma analítica, na qual se faz necessária a realização de um orçamento à recomposição do imóvel na condição de novo, ou pela aplicação simples de coeficiente de depreciação, que leve em conta a idade da construção e o seu estado de conservação. Esse coeficiente deve ser aplicado sobre o valor depreciável. O segundo tipo é mais usual nos laudos judiciais, podendo ser aplicada a consagrada Tabela Ross-Heideck de depreciação, constante no item a seguir.

Então, quando se for avaliar um terreno com construção não nova, pode-se aplicar a fórmula acima diretamente multiplicada pelo coeficiente de depreciação, em valor menor que um.

Por outro lado, o custo de reedição da benfeitoria seria o resultado do custo de reprodução subtraído da parcela relativa à depreciação.

A depreciação, que é a perda de valor de um bem devido a modificações em seu estado ou qualidade, pode ser ocasionada pela:

–   decrepitude: desgaste de suas partes constitutivas, em conseqüência de seu envelhecimento natural, em condições normais de utilização e manutenção.

–   deterioração: desgaste de seus componentes em razão de uso ou manutenção inadequados.

–   mutilação: retirada de sistemas ou componentes originalmente existentes.

–   obsoletismo: superação tecnológica ou funcional.

Por último, o Método Comparativo Direto para a Avaliação de Custos é aquele que considera uma amostra composta por imóveis de projetos semelhantes, a partir da qual serão elaborados modelos seguindo os procedimentos usuais do Método Comparativo Direto de Dados de Mercado.

As matrículas dos imóveis, a serem juntadas como anexos aos trabalhos avaliatórios, são elementos importantes para identificar o imóvel, dando a sua localização e situação, assim como dimensões e as benfeitorias que possuem. Se for avaliado um terreno com benfeitorias e na matrícula constar apenas o terreno sem elas, é sinal de que o imóvel, possivelmente, não possui projeto aprovado pela prefeitura, habite-se, ou não estão saldadas as suas dívidas de construção junto aos órgãos oficiais.

 Tabela Ross-Heideck de depreciação utilizando exemplo

A Tabela de Depreciação Ross-Heideck, abaixo, é consagrada pelo uso no meio da engenharia de avaliações. Ela pode ser utilizada como coeficiente para depreciar imóveis ou, ainda, máquinas e equipamentos.

Por exemplo, caso se tenha que determinar o valor de um apartamento usado que, em estado de novo, possui o valor de R$ 100.000,00, em estado considerado ruim e a vida útil seja de 50%, têm-se as seguintes memórias de cálculos:

I – Memória de cálculo para cálculo do coeficiente de depreciação (Cde)

– Convenções

Cde = coeficiente de depreciação

It = índice retirado da Tabela Ross-Heideck para estado ruim e vida útil de 50%

– Modelo

Cde = 100 – It

100

– Cálculo

Cde = 100 – 48,8

100

Cde = 0,512

II – Memória de cálculo para determinação do valor do imóvel usado (Vu)

– Convenções

Vu = valor do imóvel usado

Vn = valor do imóvel novo

Cde = coeficiente de depreciação

– Modelo

Vu = Vn x Cde

– Cálculo

Vu = 100.000,00 x 0,512

Vu = 51.200,00

____________________________________

Adquira o Aplicativo AVALIA – Software online de avaliações de imóveis – Ideal para profissionais que atuam com regularidade nas avaliações de imóveis por inferência estatística para bancos, particulares e perícias judiciais, devido à alta praticidade.

Mais informações sobre avaliações de imóveis: Anexos de laudo de avaliação – Arquiteto avaliador – Aplicativo Avalia (software online de avaliações)Avaliação de apartamentoAvaliação de benfeitoriasAvaliação de casaAvaliação de galpão – Avaliação de imóvel urbanoAvaliação de lojaAvaliação de terrenoAvaliação judicialAvaliador da CEF (credenciamento)Corretor de imóveis avaliadorCritério de Chauvenet CUBDepreciação de imóvel – Engenheiro avaliadorEnquadramento do laudo de avaliaçõesEscritura – Especificação do laudo de avaliaçãoEstatística inferencial (regressão linear)Estimativa de tendência centralFator atualizaçãoFator esquina –  Fator localizaçãoHomogeneização (Tratamento de Fatores)Honorários na avaliação de imóveisIBAPESoftware de avaliações InferInferência estatísticaAvaliações para a Justiça (perito avaliador)MatrículaMétodo comparativoMétodo da Quantificação do CustoMétodo da RendaMétodo EvolutivoMétodo InvolutivoMétodos de avaliação de imóveisModalidade de laudo de avaliação – NBR-14653Nível de fundamentação de laudo de avaliação de imóvelNível de precisão de laudo de avaliação –  Perito judicialPesquisa (amostra do laudo de avaliação) – PGMPlanta Genérica (Planta de Valores) – Proposta de honorários para laudo de avaliaçãoRegressão linearSaneamento da amostraSoftware de avaliações SisdeaSoftware de avaliações SisregSoftware de avaliações – Tabela Ross-HeideckeTipos de avaliações de imóveisTratamento de fatoresUncategorizedValor de mercado de imóvelVantagem da coisa feitaVistoria do imóvel

____________________________________

ATENÇÃO: Este post pode estar parcialmente desatualizado em função da entrada em vigor do NOVO Código de Processo Civil, em 18/3/2016 – para você se atualizar, adquira o NOVO  livro Manual de Perícias ou adquira o acesso restrito do site Roteiro de Perícias ou acesse o NOVO Blog do Rui Juliano.

____________________________________


Avaliações de Imóveis segundo a NBR 14653 continua na próxima sexta-feira


Curso Perícias Judiciais – CLIQUE NA LOCALIDADE: São PauloBrasíliaBelo HorizonteCuritibaSalvadorPorto AlegreGoiâniaRecifeManausCuiabáCampo GrandeMaceió ­ – NatalFortalezaTeresinaSão LuisAracajuJoão PessoaSantosJoinvilleBelémVitóriaUberlândiaSão José dos CamposRibeirão PretoSão José do Rio Preto

Curso Perícia Judicial Online – inteiramente pela internet

Cadastro Nacional de Peritos – 8.500 peritos em 1.100 cidades