Independência do perito

SEJA PERITO JUDICIAL - realize o Curso Perícia Judicial Online - CLIQUE AQUIO perito é nomeado pela justiça e goza de independência total em sua atuação: não possui chefe e, portanto, ninguém manda nele. Nem uma nem ambas as partes envolvidas no processo judicial têm o direito de dizer ao perito como querem o laudo a ser escrito por ele; tampouco pressioná-lo quanto aos resultados. Nem mesmo ao juiz é permitido interferir nas tarefas do perito, prescrevendo o que deve ser apresentado no laudo. Quando muito, os juízes determinam quais indicadores econômicos e juros devem ser utilizados em determinado cálculo financeiro ou trabalhista, propriamente em liquidação de sentença (processo secundário ou uma das fases do processo).

O perito tem total liberdade de autoria em seu relatório. As conclusões a que chega não estão sujeitas a interferências externas voluntárias. Em razão disso, a obrigação a cumprir é solitária, diferentemente da maioria dos serviços que realizamos fora da justiça, nos quais nosso cliente ou chefe normalmente influência no resultado final daquilo que fazemos – quase sempre há pressão externa sobre o nosso trabalho. Mas na justiça é diferente: o perito desfruta de autonomia nas diligências que promove e no laudo a que chega. E deve ser assim mesmo, pois as partes, quando entram em juízo, desejam que o magistrado seja imparcial e aplique as leis o mais corretamente possível; já do perito, as partes esperam que ele exercite o melhor da técnica e da ciência e que trabalhe na mais ampla liberdade.

A rara ocasião em que o perito se sente pressionado é quando há prazo de entrega do laudo, e o mesmo é curto. Entretanto, o caso é plenamente resolvido sem qualquer estresse: basta requerer uma prorrogação. Realmente é ótimo trabalharmos sem que ninguém nos pressione e ser recompensador interpretarmos a técnica e a ciência através do que escrevemos, livremente.

Facilidades do perito

Outra vantagem é que temos oportunidade de prestar o serviço a qualquer hora. Podemos trabalhar à noite, durante o dia, em dias úteis, aos sábados ou domingos. A não ser no início da perícia (início de produção de prova) e, mesmo assim, ela ainda tem a possibilidade de ser marcada pelo perito na data e horário em que desejar. Dessa forma, se o profissional tiver outras atividades, poderá se dedicar à perícia nos horários vagos. O perito judicial funciona à maneira de um profissional liberal – embora, no caso, não o seja.

Diligências

No caso dos engenheiros, profissionais da área ambiental e corretores de imóveis, o perito faz vistorias de imóveis, objetos ou ambientes, antes de redigir o laudo. Faz exames de documentos ou livros contábeis, no caso dos administradores, contadores e economistas. E exames de pessoas, no caso dos médicos, psicólogos e fisioterapeutas. Essas tarefas e as pesquisas são denominadas diligências e podem ser realizadas a qualquer hora.

Sem escritório

Não é necessário termos um escritório montado ou a estrutura de uma empresa para atuar como perito judicial; em consequência, não é preciso arcarmos com todos os custos inerentes, tais como aluguel, luz, água, internet, secretária etc. O perito não dá atendimento ao público nos seus afazeres, à exceção de quando atende advogados, as partes envolvidas no processo e as pessoas que possuem informações acerca do objeto da perícia. Porém, todos esses encontros devem ser mantidos nas diligências que o perito realiza. Por exemplo, em vistorias dos objetos das perícias, em locais de exames de documentos e livros contábeis ou em outros ambientes.

O perito pode solicitar informalmente à administração do foro o uso de uma de suas salas, localizada no prédio do próprio foro, quando precisar e não dispuser de um local para se reunir, – bastando que se apresente como perito nomeado. De um escritório normal, o perito necessitaria basicamente de computador, telefone e internet. Ou seja, atualmente, tudo o que ele costuma carregar para qualquer lugar.

Quem já está empregado

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Aqueles que estão empregados podem ser peritos judiciais. Não importa que sejam funcionários de uma empresa: a função de perito judicial pode ser exercida de forma concomitante. Evidentemente, o nomeado haverá de realizar todos os seus serviços relacionados com a perícia nos horários em que não estiver na empresa. Aliás, antigamente era assim, antes de os peritos se profissionalizarem.

Por que muitos profissionais têm emprego fixo e fazem perícias de maneira eventual ou continuadamente? Temos observado que alguns já empregados realizam curso de perícia por determinados motivos. Um deles é quando o profissional está inseguro no emprego e frequenta o curso para aprender, logo começando a realizar perícias – o que constituiria uma garantia no futuro, caso perca o emprego.

Aposentados

Faça o Curso Perícia Judicial ou adquira o livro Manual de Perícias - CLIQUE AQUIOutro motivo se dá quando o profissional irá se aposentar em breve e deseja estar familiarizado com as perícias, podendo realizá-las nos horários em que não estiver no emprego, com a intenção de assegurar o desempenho regular no futuro, quando de sua aposentadoria. Incluem-se nesta lista também os que estão empregados e querem ter um rendimento suplementar, advindo dos honorários periciais.

Profissionais liberais

Quando somos profissionais liberais, estamos continuamente atentos às oportunidades à nossa volta, a fim de melhor nos lançarmos ou de marcarmos presença mais efetiva em nossa região. Essa harmonia com as oportunidades nos leva a aumentar a nossa receita e a propiciar uma solidez maior ao nosso nome. Estamos nos referindo aqui ao fato de aumentar o leque de serviços que o profissional liberal já vem realizando.

A perícia judicial cai como uma luva para o autônomo, à medida que aumenta o rol de serviços que ele realiza, ao passo que não impede nem atrapalha o trabalho do profissional liberal, quando executada simultaneamente à outra atividade, devido à flexibilidade de horários e à elasticidade dos prazos em que o perito deve redigir o laudo. Já ao contrário, nas atividades como profissionais liberais, quase sempre estamos pressionados pelo prazo de entrega dos serviços contratados.

Auxiliar da justiça

O perito judicial é um auxiliar da justiça, juntamente com o escrivão ou o diretor de secretaria e o oficial de justiça, como está determinado no Código de Processo Civil – CPC, lei que regulamenta o andamento dos processos na área cível e norteia alguns casos da Justiça do Trabalho. A importância do perito reside no fato de a justiça chamá-lo, na forma ad hoc, para elucidar a técnica e a ciência nos processos.

Quando atuamos na comunidade como peritos judiciais, ficamos expostos em uma espécie de vitrine. As pessoas nos conhecem através da justiça e acabam nos contratando em serviços extrajudiciais, na condição de profissionais liberais. O fato de o perito judicial ter fé pública recomenda o expert. Ele também amealha serviços para a sua empresa, no caso de possuir uma.

Processo eletrônico para peritos

Atualize-se - assista a webconferência Processo Eletrônico para Peritos - CLIQUE AQUI para adquirir a sua presençaO mais recente atrativo para o perito judicial é o processo eletrônico, implantado com força no país, fazendo com que seu trabalho burocrático ficasse bastante diminuído, com a possibilidade de ser feito totalmente pela internet. Agora, o perito utiliza o seu tempo para se envolver nas diligências e na redação do laudo. Sem idas-e-vindas ao cartório, a fim de buscar e levar processos em papel, petições e laudos. Além disso, não correrá mais o risco de chegar ao cartório, e o processo não estar à disposição, porque está nas mãos do advogado ou está concluso, aguardando despacho do juiz.

Outra imediata vantagem do processo eletrônico é o perito poder ser nomeado em localidades mais distantes da sua residência, já que basicamente viajará até elas uma única vez, no início de perícia.

A fase da perícia é uma das primeiras no processo judicial. De onde se conclui que, se o processo eletrônico foi recentemente instaurado em uma vara na qual atuamos, logo estaremos trabalhando apenas em processos eletrônicos naquela vara. Basta o primeiro, e quase todos os outros serão eletrônicos. Porém, dificilmente o processo iniciado em papel passará a eletrônico.

Campo de trabalho pouco conhecido

Curso_pericia_judicial_ambientalO mercado de perito Judicial é pouco visto ou nada visto nas faculdades, embora ele seja razoavelmente grande, oferecendo sempre oportunidades em todas as localidades do país – é um mercado em constante ebulição. As características da atividade, regulamentada pelo Código de Processo Civil, fazem com que ela não seja suficientemente conhecida. O laudo pericial redigido pelo perito será uma das provas que conterá o processo quando este necessitar esclarecimentos técnicos e científicos. Basicamente leem o laudo do perito no processo o juiz e os advogados das partes envolvidos nele, resultado então que poucos ficam sabendo dos laudos realizados para a Justiça em uma cidade, quem os realizou e quanto rendeu de honorários aos peritos – não há estatística para isto. É comum se encontrarem dois profissionais que se conhecem em uma comunidade e um deles não saber que o outro é perito judicial costumeiro na sua localidade.

Insegurança para começar a atividade de perito judicial

Entenda e pratique a legilação de cálculos - Faça o curso Perícias de Cálculos Financeiros e Trabalhistas - CLIQUE AQUISeguidamente algumas pessoas nos procuram para realizar um de nossos cursos presenciais ou curso a distância, sentindo-se inseguras sobre como será o futuro, após realizarem o curso. Elas dizem que não sabem nada sobre perícias judiciais em sua área e que apenas um curso genérico a todas as profissões poderia ser insuficiente.

Então, respondemos que, para ser perito judicial, é necessário apenas conhecer a rotina e burocracia em que o perito se envolve, o que é exatamente ensinado no livro Manual de Perícias e cursos, aliado ao conhecimento técnico e científico que a pessoa adquiriu na faculdade.

Parece que, ao entrarmos no campo da perícia judicial, estamos nos deslocando para dentro de um mundo totalmente estranho e, desse modo, nos sentimos inseguros. Os cursos que tratam da rotina e burocracia forense em que se envolve o perito são feitos para transmitir as informações sobre a área e, a partir daí, com a absorção do conhecimento, consequentemente transmitir a segurança necessária ao profissional. Normalmente não há o que fazer, além disso, antes da primeira perícia que iremos realizar.

Outros, na mesma linha, de tempos em tempos, enviam-nos e-mail perguntando como conseguir estágio com peritos experientes, para quem temos uma resposta clássica: é difícil encontrar peritos que ofereçam estágio, talvez eles se sintam temerosos de que um novo profissional conhecedor do assunto possa, lá adiante, concorrer com eles. Esse mercado de trabalho fica um tanto escondido devido às suas características, e alguns peritos desejam que assim continue.

É fácil trabalhar como perito judicial. No início podemos nos sentir um pouco inseguros, mas o tempo aplacará essa sensação. Pode parecer pior que estarmos inseguros em fazermos a primeira perícia, devido ao fato de sermos um estranho na área, e sermos, ao mesmo tempo, novo na profissão, ou seja um recém-formado. Essa situação é aparentemente adversa, pois, além de recém-chegados à atividade de perito judicial, estamos recém-chegando à profissão de nosso curso superior.

Não há com que se preocupar, muitos já passaram por casos idênticos, recém-formados ingressando na perícia judicial, e eu sou exemplo disso. Fui nomeado pela primeira vez sem experiência profissional e, tampouco, em perícias. E, de lá para cá, sou ininterruptamente nomeado. Citando um outro exemplo: quando escrevi o livro Manual de Perícias, contei com a colaboração de peritos experientes de diversas áreas; um deles, o economista Roberto Susini, hoje perito judicial há mais de 18 anos, e ele, após a sua formatura, foi trabalhar como perito, sendo, da mesma forma como eu, nomeado até hoje. Não há o que temer, se queremos algo, alguma coisa devemos enfrentar.