29.10.2010

Métodos para identificar o custo de benfeitorias nas avaliações de imóveis e Método Evolutivo

SEJA PERITO JUDICIAL - adquira o livro Manual de Perícias - CLIQUE AQUIÉ muito comum o perito-avaliador defrontar-se com avaliações de casas isoladas em terrenos que, devido à espécie do lote, ao tipo de benfeitorias e à área de construção, tornam impossível encontrar ofertas, na mesma região, semelhantes ao imóvel a ser avaliado, de maneira que se possa compará-los diretamente. Nesses casos, é necessário avaliar segundo o Método Evolutivo, melhor descrito no item 30.18 do livro Manual de Perícias, segundo o qual, o imóvel é avaliado conjugando-se dois métodos distintos. Por exemplo: o terreno é avaliado pelo Método Comparativo de Dados de Mercado, utilizando-se uma simples média de imóveis ofertados ou, sofisticando-se, a regressão múltipla, e as benfeitorias, pelo Método de Quantificação do Custo de Benfeitorias, empregando-se basicamente o Custo Unitário Padrão da Construção Civil – CUB por metro quadrado.

O Método de Quantificação de Custo é utilizado para identificar o custo de reedição de benfeitorias ou custo de reprodução, podendo ser apropriado pelo Custo Unitário Básico de Construção ou ainda por orçamento, com citação das fontes consultadas.

Curso de avaliações de imóveis urbanos por inferência estatística e tratamento de fatoresO mais comum é realizarem-se avaliações utilizando-se o Custo Unitário Básico de construção, precisamente o já citado CUB, editado pelos Sindicatos das Indústrias da Construção Civil de cada Estado. Nesse caso, é possível calcular o valor da construção como nova, aplicando-se o modelo existente no livro Manual de Perícias.

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A identificação do custo pelo orçamento detalhado é feita através de levantamento dos quantitativos de materiais e serviços aplicados na obra. De acordo com as especificações dos materiais e serviços utilizados para a execução da benfeitoria, coletam-se os seus respectivos custos em fontes de consulta especializadas, sendo que no preenchimento da planilha orçamentária deve constar o de todos os serviços. Devem também ser indicados a unidade de medida, a quantidade, o custo unitário, o custo total e a fonte de consulta.

Já o cálculo da depreciação física pode ser realizado de duas formas: pelo modo analítico, no qual se faz necessária a realização de um orçamento da recomposição do imóvel à condição de novo; ou pela aplicação simples de coeficiente de depreciação, que leve em conta a idade da construção e o seu estado de conservação. Esse coeficiente deve ser aplicado sobre o valor depreciável. O segundo tipo é mais usual nos laudos judiciais, em pode ser aplicada a consagrada Tabela Ross-Heideck de depreciação, constante em post desse blog.

Então, quando se faz a avaliação de um terreno com construção não nova, pode-se aplicar a fórmula existente no livro Manual de Perícias, diretamente multiplicada pelo coeficiente de depreciação, em valor menor que um.

Por outro lado, o custo de reedição da benfeitoria seria o resultado do custo de reprodução subtraído da parcela relativa à depreciação.

A depreciação, que é a perda de valor de um bem devido a modificações em seu estado ou qualidade, pode ser ocasionada pela:

–   decrepitude: desgaste de suas partes constitutivas, em consequência de seu envelhecimento natural, em condições normais de utilização e manutenção.

–   deterioração: desgaste de seus componentes em razão de uso ou manutenção inadequados.

–   mutilação: retirada de sistemas ou componentes originalmente existentes.

–   obsoletismo: superação tecnológica ou funcional.

Por último, o Método Comparativo Direto para a Avaliação de Custos é aquele que considera uma amostra composta por imóveis com projetos semelhantes, a partir da qual serão elaborados modelos seguindo os procedimentos usuais do Método Comparativo Direto de Dados de Mercado.

As matrículas dos imóveis, a serem juntadas como anexos aos trabalhos avaliatórios, são elementos importantes para a identificação do imóvel, fornecendo sua localização e situação, assim como dimensões e benfeitorias que possuem. Se for avaliado um terreno com benfeitorias e na matrícula constar apenas o terreno, sem as mesmas, é sinal de que o imóvel, possivelmente, não possui projeto aprovado pela prefeitura, o habite-se, ou não estão saldadas as suas dívidas de construção junto aos órgãos oficiais.

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Título: Métodos para identificar o custo de benfeitorias nas avaliações de imóveis e Método Evolutivo