Um e-mail que me abalou – I
Este post e sua continuação tratam de
passagens da minha vida pessoal,
entretanto eles mostram, um pouco,
a atividade e o futuro de um perito judicial.
Venho realizando poucas perícias judiciais, devido ao escasso tempo de que disponho. Agora, dedico-me mais à missão de mostrar a todos os conhecimentos relativos ao modo de como acessar o mercado profissional da perícia judicial e de como se trabalha nesse meio, de maneira a ser bem-sucedido desde o início.
Entretanto, houve um grande período de minha vida em que eu me mantinha exclusivamente dos honorários recebidos como perito judicial. A perícia, naquela época, rendeu-me bem mais que dinheiro: me deu frutos e razões.
Recebi, em julho deste ano, um longo e-mail de uma esposa de um perito, que havia adquirido o livro Manual de Perícias. Em sua mensagem, mostrava o sucesso de seu marido nessa atividade e, por fim, agradecia-me pela existência do livro e pela minha atenção para com eles, nos momentos em que forneci suporte técnico grátis nas dúvidas que possuíam. É muito bom receber comentários abonatórios de nosso trabalho; isso me leva adiante em meu trabalho de elucidar a atividade de perito judicial. Mas, até aí, nada muito diferente, pois recebo seguidamente e-mails com elogios. Porém, um detalhe da mensagem despertou-me a emoção súbita.
No começo do referido e-mail, a esposa dizia que há aproximadamente dois anos, havia mandado uma mensagem, pedindo explicações acerca de quem poderia ser perito, quais as áreas de atuação, etc, e que recebera, gentilmente, uma resposta bastante esclarecedora. Ela, então, preparou alguns currículos para o seu esposo e procedeu conforme as instruções contidas no livro Manual de Perícias, o qual comprou posteriormente.
Como resultado das ações que promoveu, seu esposo foi nomeado perito judicial em duas varas cíveis. E em uma delas, houve uma intimação este ano para que estimasse seus honorários. Em suas palavras, disse: Graças a Deus tivemos condições e adquirimos o seu Manual de Perícias, e seguimos à risca as suas orientações, estimamos um valor mínimo de honorários, seguindo a tabela IBAPE/SP e ele iniciou os trabalhos.
Forneceu maiores detalhes sobre a perícia e seguiu dizendo, que, como era formada em Direito, ajudou o marido a entender toda a parte burocrática do processo; a fazer as petições, estimando honorários; também organizando todo o laudo, através de revisões do português, a fim de que tivesse uma escrita de fácil compreensão e agradável, com uma boa formatação, já que ela também tinha facilidade com informática, por ter sido instrutora na área. Colocando-se no lugar dos advogados e da juíza, questionava-se em alguns pontos nos quais achava que seu marido perito fora pouco elucidativo, obscuro ou dotado de linguagem muito técnica (seguia o contido no livro Manual de Perícias). O mesmo em relação aos quesitos: ela relatou que se colocava como os advogados e respondia de forma a não deixar dúvidas, estar de acordo com o laudo e não proporcionar brechas para contestações.
Continua esse post, na próxima sexta-feira, dia 10/12
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