Potencial eólico brasileiro

As melhores regiões do Brasil para a instalação de parques eólicos estão no litoral. A fim de informações para estudos, simples conhecimento ou informações para tomadores de decisão na identificação de áreas adequadas para aproveitamentos eólio-elétricos, seguem os melhores trechos. Abaixo estão apenas aqueles trechos que possuem média anual superior a 8,0 m/s de velocidade do vento, medidos a 50 metros de altura.

No litoral do Rio Grande do Sul
– da Barra do Chui a Estação ecológica do Taim
– de Rio Grande a Bojurú
– de São Simão a Palmares

No litoral de Santa Catarina
– da Praia Esplanada a Praia Figueirinha
– da Praia Figueirinha a Laguna – melhores ventos médios anuais*
– de Laguna a Ibirumba

No litoral do Rio de Janeiro
– do Arraial do Cabo a Armação de Búsios
– de Campos dos Goiatacazes a Barra de Itabapoana

No litoral do Espírito Santo
– da Barra de Itabapoana a Itapemerim
– Praia do Riacho Doce

No litoral da Bahia
– da Praia Costa Dourada a Mucuri

No litoral de Sergipe
– Pirambu a Brejo Grande

No litoral do Rio Grande do Norte
– de Bela Formosa a Praia de Pirangi
– da Praia de Pirangi a São Bento do norte – melhores ventos médios anuais*
– da Ponta do Mel a Tibau – melhores ventos médios anuais*

No litoral do Ceará
– de Tibau a Parajuru – melhores ventos médios anuais*
– de Parajuru a Icaraí de Amontada
– de Icaraí de Amontada a Bitupitá – melhores ventos médios anuais*

No litoral do Piauí
– todo litoral – melhores ventos médios anuais*

No litoral do Maranhão
– das Ilhas da Canárias a Tutóia – melhores ventos médios anuais*

* Os locais assinalados em azul são os melhores locais da relação para a instalação de parques eólicos com a finalidade de geração de energia elétrica.

Fonte: ATLAS DO POTENCIAL EÓLICO BRASILEIRO
O ATLAS DO POTENCIAL EÓLICO BRASILEIRO cobre todo o território nacional e tem por objetivo fornecer informações para capacitar tomadores de decisão na identificação de áreas adequadas para aproveitamentos eólio-elétricos.
O ATLAS tornou-se possível pelo desenvolvimento, nos últimos três anos, do MesoMap, um abrangente sistema de software de modelamento numérico dos ventos de superfície. Esse sistema simula a dinâmica atmosférica dos regimes de vento e variáveis meteorológicas correlatas, a partir de amostragens representativas de um banco de dados validado para o período 1983/1999. O sistema inclui condicionantes geográficas como o relevo, a rugosidade induzida por classes de vegetação e uso do solo, as interações térmicas entre a superfície terrestre e a atmosfera, inclusive efeitos do vapor d’água presente. Essas simulações são balizadas por referências existentes, tais como grades de dados meteorológicos resultantes de reanálises, radiossondagens, vento e temperatura medidos sobre o oceano e medições de vento de superfície já realizadas regionalmente no Brasil. Entre estas últimas, foram selecionadas apenas as medições com qualidade adequada para referenciar o modelo ou referências coerentes representativas de grandes áreas.
Os resultados dessas simulações são apresentados em mapas temáticos, que representam os regimes médios de vento (velocidade, direções predominantes e parâmetros estatísticos de Weibull) e fluxos de potência eólica na altura de 50m, na resolução horizontal de 1km x 1km, para todo o País.
Além da indicação das melhores áreas de potencial eólico no território nacional e das principais características de vento (direções predominantes, regimes diurnos, fatores estatísticos de Weibull), foi realizada neste ATLAS a integração de áreas de potencial com uso de ferramentas de geoprocessamento, a partir de premissas consideradas conservativas. http://www.cresesb.cepel.br/atlas_eolico_brasil/atlas-web.htm

Valério Cabral
redacao@jornalagora.com.br