Autor diz uma coisa ao perito, ré outra, quem tem a razão? – I
Um cliente nosso alcançou um sucesso inesperado, foi nomeado perito em diversas reclamatórias, em um só tempo, na Justiça do Trabalho, logo após fazer o Curso Perícia Judicial Online. Ele nunca havia feito um laudo. Fez-me diversos questionamentos anteriores, em que eu respondi, e, um pouco antes do momento em que escrevo esse post, me enviou e-mail com o seguinte:
Está chegando próximo o dia da realização das minhas primeiras perícias, tendo em vista 07 perícias nesse dia, sendo que 05 são na própria vara do trabalho onde ocorrem os processos, e outras duas no local da reclamada (ré – empresa). Realizei a carga dos autos de uma das reclamatórias (processos) com os quesitos de ambas as partes, e encontrei uma grande diferença nas tarefas laborais contadas por ambos procuradores do reclamante (autor – trabalhador) e reclamada. Pela sua experiência em pericias, qual a melhor forma de se encontrar a verdade nesse caso, sendo que os quesitos e os autos não elucidam, muito, o que devo concluir?
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Respondi que, além da entrevista que fará com o reclamante e a reclamada, ele também entrevistasse alguns funcionários da reclamada que estivessem trabalhando no local, na data da vistoria.
A vistoria do local, a entrevista com o reclamante, com o preposto da reclamada e com outros funcionários da empresa deveriam indicar ao nosso cliente quem fala mais a verdade.
Em qualquer tipo de perícia, durante as diligências, início de perícias e reuniões, o perito recebe informações das partes, dos assistentes técnicos das partes, dos advogados das partes, de testemunhas e de prepostos das partes. Cada um deles expõe sua verdade.
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ATENÇÃO: Este post pode estar parcialmente desatualizado em função da entrada em vigor do NOVO Código de Processo Civil, em 18/3/2016 – para você se atualizar, adquira o NOVO livro Manual de Perícias ou adquira o acesso restrito do site Roteiro de Perícias ou acesse o NOVO Blog do Rui Juliano.
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Continuação, em 14/12/2003, do post “Autor diz uma coisa ao perito, ré outra, quem tem a razão?”
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