20.03.2011

Erro na perícia judicial e por que respondo às dúvidas

Entenda e pratique a legilação de cálculos - Faça o curso Perícias de Cálculos Financeiros e Trabalhistas - CLIQUE AQUIRecebi e-mail de um perito que não era cliente de nossos cursos presenciais e nem do livro Manual de Perícias, mas apenas pedia orientações acerca de um problema por que estava passando. Meu trabalho é dar suporte técnico grátis a quem compra nossos produtos, agregado aos cursos e ao livro que vendemos.

No site www.manualdepericias.com.br, informamos que damos aos nossos clientes o Suporte Técnico Grátis por seis meses, ou por um ano, caso o Suporte não seja utilizado nos primeiros seis meses. Isso é o que está escrito no site, mas o que vale é o fato de o Suporte vale por dois, três, cinco anos – enquanto eu estiver do outro lado do laptop, na Internet, ou do telefone, estarei tirando dúvidas gratuitamente.

No caso do perito que não era nosso cliente e em outros, também não me furto a tirar dúvidas e dar sugestões, pois penso que as informações devem ser repassadas mesmo que gratuitamente. Se não pensasse assim, esse blog não existiria. E onde ganho com isso, dando informações de graça? Respondo com o ditado: Deus ajuda a quem trabalha. Informar e ajudar é trabalhar. Resumidamente, o meu trabalho é crescer em conhecimento sobre perícia judicial, e saber o que acontece no país, na área de perícia judicial, para logo transmitir aos meus clientes e a quem nos procura – adiante, logicamente, haverá dividendos. Em nossa equipe, ninguém deixa de ser bem-atendido, desde o primeiro contato que o cliente faz conosco até o atendimento de uma dúvida, após a compra do livro Manual de Perícias ou de um de nossos cursos presenciais ou curso a distância.

Então, com simpatia, atendi ao perito, que não era nosso cliente, mas que estava com problemas. Ele me pedia uma orientação, no sentido de uma possível retratação de um laudo pericial. O referido perito havia sido nomeado em um processo em 2010 e feito um laudo, cujos cálculos foram impugnados (contestados) pelas partes, e acatados os embargos pelo juiz. Aconteceu que o resumo dos cálculos feitos por ele e colocados no laudo, não era condizente com as planilhas certas – ele havia entregado o resumo errado. Posteriormente, refez o trabalho conforme determinação do juiz.

Ele disse que gostaria de se retratar ou pelo menos informar no processo o grosseiro erro. E me perguntou, no e-mail: Isso é possível ou ficará pior? Disse, ainda, que havia trabalhado em 112 processos até aquele momento; foram impugnados e acatadas as impugnações pelos juízes em cinco, contando com a presente. Argumentou que o ideal é não errar e buscava isso.

Respondi que o melhor era não colocar nada por escrito. Sugeri que fizesse, apenas, uma visita a esse juiz, com a intenção de conseguir mais perícias; se na conversa viesse o assunto do erro, que então falasse, mostrando também o número de perícias que realizou com sucesso.

Esse perito perguntou ainda se havia uma média aceitável de equívocos do perito, algo como 0,5%, por exemplo, e que ele estava em uma média de 4,5%, o que entendia ser elevadíssima. Disse que precisava fazer outros cursos, mais específicos, e perguntava quando eu iria ministrar novos cursos.

Respondi que não existe média de erros aceitáveis na perícia judicial – errar é humano. Graças ao sistema de nossa Justiça, quando o perito erra, o erro pode ser detectado pelo juiz, pelos advogados das partes, pelas próprias partes ou pelos assistentes técnicos, quando houver; assim, a grande maioria dos equívocos é encontrada.

Quanto a algum curso que poderia ser realizado por aquele profissional, sugeri o Curso de Perícias de Cálculos Financeiros e Trabalhistas.


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