Projetos em estudo e desenvolvimento na cidade de Rio Grande / RS

Uma empresa de energia alternativa, a ProWind, deverá instalar em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, a base de operações na Região Sul do estado para desenvolvimento da energia eólica, abrangendo os municípios de São José do Norte, Santa Vitória do Palmar, Pinheiro Machado, São Gabriel, Piratini e Jaguarão. A intenção é instalar parques geradores de energia eólica em Rio Grande, Bagé, São Gabriel e um outro em Santa Vitória do Palmar. O primeiro parque a entrar em funcionamento, a partir de dezembro de 2003, é o do agro-pecuarista Carlos Nascimento, em Santa Vitória do Palmar.
Além disso, depois da instalação da base operacional em Rio Grande, o próximo passo seria atrair para o município a fábrica de geradores alemã DeWind. Existe uma grande possibilidade da empresa da Alemanha instalar uma unidade industrial aqui, junto ao porto, pois ela pretende exportar geradores para o Caribe, México e Estados Unidos. Estima que 100 empregos diretos serão gerados somente nesse empreendimento.
O diretor da ProWind, Cláudio Rossi destacou o potencial de Rio Grande e reforçou a intenção de instalar na cidade, uma base operacional e de manutenção, que iria controlar os demais parques da Zona Sul.

Petrobrás já recebeu licenciamento ambiental prévio da Fepam

Outro ponto favorável para a energia, é que o Rio Grande do Sul é um dos três estados escolhidos pela Petrobras para receber investimentos para geração eólica. A empresa recebeu licenciamento prévio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), permitindo a instalação de um parque de captação de energia eólica na 4ª Secão da Barra, em Rio Grande. A Petrobrás/Transpetro está estudando a viabilidade do projeto-piloto mediante as condições exigidas pelo órgão embiental. A intenção da Petrobras é instalar o projeto nas proximidades da raiz dos Molhes da Barra. O local foi escolhido após parecer favorável de equipe técnica da Furg, cujo relatório garantiu que o projeto da Petrobras não irá prejudicar o meio ambiente. Os estudos da Universidade foram feitos de janeiro a agosto de 2002, envolvendo solo, ventos e rotas das aves migratórias. O projeto-piloto da Petrobrás deverá receber investimentos de US$ 3 milhões, provenientes de recursos próprios da estatal. A novidade foi acolhida de forma entusiasmada pelas lideranças locais, o que inclui políticos e comerciantes, que aposta, no potencial eólico para ajudar a alavancar o progresso na Região.

Valério Cabral
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